Vejo o horizonte....
nuvens de algodão
passam sem pressa.
Sem pressa passa
a vida as horas.
Passam com o inexorável
movimento do relógio.
Tic-tac sem fim.
Pradarias e campinas
se alongam na imensidão.
Pequenas flores salpicam o campo.
Zunidos quebram o silêncio,
formigas em um trabalho incessante.
Observo o mundo,
cansadas retinas...
Corpo deitado,
desgastado, tempo implacável.
Observo, sinto, ébrio de sensações.
Estase da alma.
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