domingo, 9 de junho de 2013

Descanso

Boia num mar plácido
morto, sem cais nem porto.
Sem olhos, que enxergam
estrelas que fulguram o céu.

Como um véu que desliza
sem pressa nem destino.

Boia como um sonho
nas águas de um devaneio
de uma noite sem fim...

Noite que se esparrama pelo
páramo sem pressa de acabar.
Boia num deleite infinito.

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