Sinto uma brisa em meu rosto.
Vinda de trás dos muros
que escondem algo.
Nada deve ser visto ou sentido
além destes muros.
Tudo é proibido.
Tudo é velado às pessoas
que andam eu seus passos
apressados. Mentes aflitas.
Buscam por algo....
Será que se esconde atrás
destas paredes?
Tijolos marcados pelo tempo.
Tempo algoz das criaturas.
Implacável!
Muro e tijolos ali no mesmo lugar.
Por anos, décadas, séculos.
Vidas que vem e que vão...
E o divisor de mundos permanece.
Insondável.
Oque mora do outro lado?
Oque se esconde das vistas
de passantes apressados.
Em suas vidas preocupadas.
Oque existe para ser
camuflado dos olhos?
De pessoas difusas?
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